Categorias: Viagens

Celebration, Winter Park, Orlando Eye, West Palm Beach

Como prometido, vim aqui mostrar pra você as fotos-da-viagem-ficaram-otimas.exe. Pega seu cafezinho (ou chazinho) e senta aí que o post é longo! :)

Algumas impressões sobre alguns dos lugares por onde passei:

Celebration

É uma área nos arredores de Orlando, que algum dia já pertenceu à Disney e manteve a proposta inicial de ser um modelo de cidade “perfeita”. Ganhou fácil um lugarzinho no meu coração. Fomos lá no último dia de Orlando e foi uma escolha muito feliz.

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Queríamos sossego, depois dos dias agitados e cansativos dos parques, e o que encontramos lá foi um lugarzinho super tranquilo, mega arborizado, cheio de casas bonitas e pessoas gentis. Me enveredar pelas ruas residenciais foi a parte mais incrível, quase toda rua era cortada por uma praça, sempre bonita e bem cuidada. Enquanto caminhava deslumbrada pelas ruazinhas pacatas, eu me questionava se esse lugar era real, se pessoas reais moravam lá.

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Muitas casas estavam decoradas para o Halloween e muitas de maneira criativa, engraçada e inusitada, foi legal notar que o bom humor prevalece. Queria ter fotografado mais dessas decorações, mas a verdade é que o lugar era tão correto, que eu ficava intimidada achando que estava infringindo alguma coisa só de apontar a câmera para alguma porta ou jardim da casa. Um lugar tão certinho que a gente fica com receio de estar sendo intrometida ou desrespeitosa, sei lá né.

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Foi lá que comi o prato com o visual mais diferentão da viagem, um bolo de carne que era quase uma obra de arte pós-moderna. Na verdade, se eu soubesse que o prato era assim, provavelmente não teria arriscado, hahah. O namorado ficou no básico Fish & Chips que não tinha erro, né? O garçom tinha voz de locutor com um sotaque americano meio diferente (não sei de qual lugar ele era, mas me senti num filme haha). A foto abaixo é minha preferida, talvez da viagem toda, talvez.

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Winter Park

Mais uma cidadezinha nos arredores de Orlando, que tem uma vibe toda cool, meio hipster, meio inglesa, meio do jeitinho que eu gosto. Foi quase como amenizar um tiquinho da saudade que tenho de Boston. Fomos num sábado ensolarado, a cidade estava bem mais cheia e movimentada do que eu gostaria.

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Chegando lá, segui a indicação de um blog que já não me lembro mais o nome e almoçamos num restaurante charmosíssimo e descolado chamado Prato. Olha as fotos aqui embaixo e me diz se não é um restaurante que saiu do Tumblr/Pinterest? Foi lá que eu pedi a meia porção mais miserê da vida. Tudo naquele país é farto e exagerado, como é que eu ia imaginar que na meia porção viriam apenas 4 raviólis, de tamanho pequeno, é bom frisar. Mal o garçom trouxe os pratos, pedimos uma pizza, demos risada e ficou tudo bem. Uma pena eu não ter fotografado a comida que era tão fotogênica (e deliciosa!) quanto a decoração do restaurante, mas a fome era grande, você entende né.

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I-Drive 360/Orlando Eye

O I-Drive 360 é tipo um shoppingzinho a céu aberto, com várias opções de restaurantes que fica junto ao Coca-Cola Orlando Eye. Ficava bem pertinho do hotel, então fomos duas vezes, uma para almoçar e outra para jantar. Dito isso, já dá para entender por que eu só fotografei comida e esqueci de fotografar o local, prioridades. No almoço, não resistimos ao Shake Shack, que pra mim continua sendo o melhor e mais maravilhoso hambúrguer de “fast food”. No jantar, escolhemos o Buffalo Wild Wings, tipo um sport bar que serve várias opções de petiscos (que eu achei um tanto quanto apimentado).

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Pra não dizer que não fotografei nada do Orlando Eye, segue minha tentativa meia-boca de fotografar decentemente a roda gigante:

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E um registro da estampa mais fofínea que você já viu: lontríneas de mãozíneas dadas .
(tinha pra vender no gift shop do Skeletons: Animals Unveiled, uma loja cheia de coisinhas e cacarecos relacionados à arqueologia, geologia e biologia)

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West Palm Beach

West Palm Beach (a parte continental de Palm Beach) fica uns 50 minutos da casa da minha irmã (bem mais perto que Orlando, que fica umas 2 horas), por isso pudemos ir várias vezes para lá, o que deu para conhecer vários pedacinhos. A cidade inteira é bonita, tem um visual mais urbano sem perder o charme da praia. Aliás, você pode ver algumas imagens do mar de Palm Beach aqui.

Um dos lugares que mais gostei foi o Downtown at the Gardens, mais um shoppingzinho a céu aberto, onde comi a massa mais gostosa da minha vida, juro. O nome do paraíso é Yard House e o prato foi o Penne with Chicken. Eu sei, o nome de prato mais humilde e objetivo que já vi, porém MARAVILHOSO, confia em mim.

Também gostei muito do City Place, um shoppingzão a céu aberto e de andar na Clematis St. Dois lugares que valem a visita, apesar de eu não ter fotografado por motivos de preguiça.

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Para você que chegou até aqui…

…mais algumas curiosidades aleatórias :)

1. Meu nome não é uma coisa fácil de se falar/entender, já é difícil aqui no Brasil, imagine para outros idiomas e pronúncias. Na viagem passada (Boston e NYC), eu inventava um nome diferente a cada Starbucks, um dia eu era Lucy, no outro Mary, no outro Audrey. Porém, eu ficava um pouco incomodada de ficar inventando nomes, sabe. Daí que pouco antes da viagem, assistindo um vídeo do Casey Neistat, reparei no 1’17” que o nome da filhinha dele era Francine (ou “fréincini” haha). E olha só uma coisa que você não sabe: meu segundo nome é “Francine”, que eu nunca usei pra nada, um nome que era completamente inútil, eis que agora virou meu nome “americano” oficial. Fiz o teste e em 100% das vezes o atendente compreendeu meu nome e escreveu certinho. Obrigada, Casey, pela graça alcançada.

2. A música que mais tocou nessa viagem foi Cheap Thrills, da Sia. Verdade, essa música tocava umas quinhentas mil vezes por dia. Já era uma música que eu gostava, agora ganhou um significado e eu a amo ainda mais, estou emocionada. Tá aí uma foto para confirmar (às vezes, eu lembro de registrar coisas importantes, viu só):

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3. Algumas pequenas constatações: carro automático é vida; câmera mirrorless é vida. É sim e vamos parar de bobeira. ;)

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Semana que vem, publico a segunda parte da viagem, com fotos do Magic Kingdom e Universal Studios. Promete que vem ver? ;)

Categorias: Viagens

Eu precisava ver o mar

Nem sei como começar esse post, essa é a verdade.

Vamos começar dizendo que levei exatamente 15 dias para conseguir retornar (e me contentar) ao meu humilde cotidiano. Eu poderia dizer que em apenas 20 dias experimentando uma realidade diferente, com qualidade de vida, cheio de estrutura e gentileza, a gente volta mudado. Quer dizer, a gente volta ‘daquele’ jeito né, pois não é fácil voltar para o nosso Brasilzão.

Desculpe o pessimismo, talvez eu ainda não tenha superado a viagem.

Vamos tentar de novo.

Ontem, finalmente, arranjei forças para rever as fotos da viagem. E relembrando todos os lugares que passamos, consegui sorrir. Toda viagem transforma nossa alma e a saudade que fica é combustível para começar a pensar na próxima aventura. :)

Me deu uma vontadezinha de compartilhar algumas imagens aqui com você. Nos próximos dias, venha me visitar aqui porque vai ter mais fotos e talvez, eu volte a falar mais também. ;)


“Nessa pedra alguém sentou para ver o mar
Mas o mar, não parou para ser olhado
E foi mar, para todo lado.”
– Paulo Leminski

Jensen Beach

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Cocoa Beach

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Palm Beach

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Categorias: Goodies Journal

Cinco

Nem acredito que já se passaram 5 anos desde que inventei de criar um blog. Compartilhar um pedacinho do meu cotidiano e as bonitezas que me inspiram é algo que me faz muito bem. Eu nem imaginava que algum dia esse blog seria visitado por tantas pessoas e que eu receberia tanto carinho e palavras de incentivo por aqui. Cada comentário, cada mensagem que recebo deixam meu dia mais bonito. Muito, muito obrigada!

Para tentar retribuir um pedacinho desse carinho, vou sortear 10 pôsteres que criei exclusivamente aqui para o blog. A mensagem “Do more of what makes you happy” é algo que tento seguir sempre. Por isso achei pertinente transformá-lo num quadrinho pra gente olhar todos os dias pela manhã e refletir sobre nossas prioridades. Além do pôster, também irei sortear 80 marcadores de páginas, que eu achei a coisinha mais lindica do mundo. É uma mini-lembrancinha mas será enviada com muito apreço tá? :)

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• O sorteio será realizado no dia 07/11/2016 às 19h (horário de Brasília).
• Os 10 primeiros sorteados receberão 1 poster (tamanho A3) + 1 marcador de página.
• Os próximos 80 sorteados receberão 1 marcador de página.
• Os sorteados serão avisados por e-mail e deverão responder em até 48h com os dados de endereço para envio. Caso contrário, outra pessoa será sorteada no lugar.

Se você quiser participar, basta preencher o formulário abaixo:
(preencha apenas 1 vez, por favorzinho, tá?)

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Todo o material foi impresso na Printi, que tem uma qualidade de impressão incrível e ótimo custo-benefício (aliás, imprimi até os cartõezinhos novos pro Pequenina Vanilla e cartõezinhos do xCake). Você faz o pedido todo online e pode escolher algumas especificações como tamanho, tipo/gramatura do papel, acabamentos e verniz localizado. Meu pacote chegou super rapidinho e veio suuuper bem embalado, todo trabalhado no plástico-bolha, haha. ;)

Aqui embaixo, estou disponibilizando o arquivo do poster para download, assim você mesma poderá mandar imprimir o seu! :)

DOWNLOAD

Você pode imprimir em qualquer gráfica digital, mas sugiro que você faça na Printi pois o arquivo já está certinho dentro do padrão deles, é só fazer o upload lá no site da gráfica e escolher as especificações que você preferir. O preço varia dependendo da quantidade de impressões e do lugar onde você mora, mas aqui pra casa deu uns R$25/un, que eu acho um preço bem ok para um poster né? Para facilitar ainda mais, use o código LPVPRINTI no fechamento do pedido para ganhar 10% de desconto! ;)

Se você colocar o poster aí na sua paredinha, me manda uma foto para eu ver como ficou? :)

Boa sorte para quem participar do sorteio!
Obrigada, mais uma vez, por estar aqui sempre comigo! :)

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RESULTADO:

O sorteio foi realizado através do Sorteador e você pode conferir os números escolhidos aqui. Enviei um email para todo mundo, os ganhadores devem me retornar com o endereço para envio até o dia 09/11/2016. ;) Caso você não tenha recebido minha mensagem, envie seu nome e endereço completo para contato@pequeninavanilla.com.br.

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Categorias: Cotidiano Pessoalidades

Cotidiano: setembro 2016

Pequenas doses do meu cotidiano, as 6 melhores fotos do mês, com o que teve de mais bonito, mais legal e mais amor. Faz o favorzinho de me adicionar lá no Instagram (@adriellysato) para acompanhar todas as fotos! :)

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um.
eu não sei andar de bicicleta, mas ainda sei pular corda e bambolear (essa palavra existe?), então parece que está tudo bem.

dois.
se eu vou para o centrão, tenho que obrigatoriamente parar ali no Hoog Deli para uma cafezinho. mas como você sabe, em setembro eu não tomei café, então dessa vez, tomei mate batido com limão que estava deliciosamente apropriado para o dia ensolarado em questão.

três.
quando eu vejo cerejeiras floridas, sinto um risinho bobo no coração. mas, quando eu vejo ipês amarelos, me dá uma felicidade assim tão louca que não dá nem pra explicar. talvez seja a época do ano, talvez seja a primavera trazendo um calorzinho, talvez seja porque flores amarelas me trazem lembranças boas e é bom ver a cidade inteira enfeitada assim.

quatro.
nunca pego as balas que me oferecem no Uber, mas quando vi essa embalagem-de-morango-coisa-mais-linda-com-sabor-de-infância, tratei logo de pegar umas 5, porque né.

cinco.
quando digo que (literalmente) a grama da casa do vizinho é mais bonita que a minha, é verdade. mato é aquela coisa que nasce onde não precisa, quando ninguém convidou, tipo no gramadinho aqui na frente de casa. porém, como sou uma pessoa que gosta de parecer otimista, arranquei as florzinhas de dente-de-leão, coloquei num ex-pote de molho de tomate, trouxe aqui para a minha mesa e, em uma semana, ficamos íntimas. descobri até que florzinhas de dente-de-leão dormem à noite, quem diria.

seis.
você sabia que o nome desse modelinho de tênis da Adidas se chama Adria? e eu tenho a impressão de comprei ele por só causa disso, me senti homegeada, aquelas. mas só agora, uns 4 anos depois, virou meu preferido de toda vida.

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Categorias: O cachorro Paçoca

Catioríneo

Eu vivo comentando por aqui todas as peripécias que enfrento para oferecer mais conforto e segurança ao Paçoca, mas acho que hoje, no Dia do Cachorro, é um dia bem apropriado para eu falar um pouquinho mais sobre isso né? À convite da BitCão vim contar um pouquinho da minha experiência com o Paçoca. :)

Se você não sabe, vou contar a história desde o começo. Se prepara, puxa a cadeira, pega uma xícara de café que a história é longa! haha

O Paçoca tem pouco mais de 5 anos de idade e veio morar comigo quando era bem filhotinho, acho que tinha uns 45 dias. Fazia pouco tempo que a Dolly, a poodle que estava comigo desde meus 9 anos, tinha ido para o céu dos catioríneos e a ausência dela tinha me deixado bastante chateada. Quando vi que estavam doando uns cachorrinhos aqui pertinho de casa, nem pensei duas vezes.

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Logo no primeiro dia, eu já tinha percebido que o Paçoca era um cachorrinho mais quietinho e medroso. Em todas as experiências anteriores, quando eu trazia um cachorrinho aqui pra casa, em menos 5 minutos o bichinho já tava zanzando pela casa, bem independente e faceiro. O Paçoca não era assim, ele ficava mais receoso, quase não saía de perto de mim e não queria explorar o novo ambiente. No início, achei isso ótimo pois “quem não quer um cachorrinho comportadinho, que não fica querendo revirar a casa de ponta cabeça, né?”. Quando eu levava ele na pracinha, eu podia deixar ele solto pois ele nunca, nunquinha saía de perto e eu também achava isso ótimo!

O problema é que eu só comecei a levar o Paçoca para passear depois que ele tinha terminado de tomar todas as vacinas, que foi lá pelos 4 meses. Eu achava que não podia sair antes das vacinas, o que agora eu sei que pode (e deve) desde que você carregue ele no colo para evitar contaminação. E que é muito importante fazer a socialização do cachorro com pessoas, animais e barulhos antes dos 2 meses, coisa que eu também só fui descobrir beeem depois.

Na época que eu levava ele na pracinha, aconteceram diversas situações traumáticas pro Paçoca, por exemplo:

1. Uma vez tinha uma menininha de uns 9 anos de idade que queria brincar com o Paçoca. Mas ela era tipo a Felícia, que ficava segurando o bicho de qualquer jeito, apertando/abraçando/esmagando o coitado. Até a hora que eu vi o Paçoca mostrar os dentes e ele nunca mais quis que uma criança chegasse perto dele.

2. Outra vez, chegou uma mulher na pracinha com os cachorros todos soltos, era um Golden e dois Bulldog Inglês. Os cachorros eram muito, mas muito maiores e vieram correndo, quase galopando em direção ao Paçoca que ficou a-ter-ro-ri-za-do com a situação. Nunca mais ele deixou um cachorro se aproximar dele.

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Resumo da ópera: Um cachorro medroso que não foi socializado na época certa e de maneira adequada, se tornou um cachorro extremamente desconfiado que usa a agressividade para afastar as coisas que ele tem medo. Quando eu digo “agressivo”, é agressivo MESMO. Se uma pessoa estranha chegar perto dele é 100% certo de que ele vai morder e atacar, não existe nem chance da pessoa mostrar que veio em missão de paz. :S E aí, minha gente, isso é algo que venho tentando resolver desde então:

TENTATIVA 1:
A primeira coisa que fiz foi levar o Paçoca para castrar, lá pelos 6 meses. Eu tinha ouvido falar que isso poderia atenuar a agressividade já que ele seria menos territorialista. Para a agressividade, isso não fez lá muita diferença, mas a vantagem da castração quando é bem novinho é que ele não fica fazendo xixi para demarcação e não levanta a pata de trás, fazendo xixi somente no chão (e não na parede).

TENTATIVA 2:
Logo após a castração acabei me interessando pelo adestramento. Nessa época, que foi mais ou menos quando o Paçoca tinha uns 8 meses, eu chamei um adestrador profissional para conversar. O cara era muito bom, ele trabalhava adestrando os cães da polícia militar e conseguiu ficar amigo do Paçoca em menos de 3 minutos. Ou seja, o cachorro passou de “quero te matar” para “fique à vontade, a casa é sua” em menos de 3 minutos (!!!). Porém, na época, pagar R$75/aula (uma aula por semana) ficava um pouco pe$ado pra mim e acabei desistindo da ideia. :(

Daí eu resolvi ensinar as coisinhas por conta própria e, sim, houve uma época em que eu fiquei absolutamente obcecada pelo assunto. E foi nesse período que eu consegui ensinar quase todas as coisas que o Paçoca sabe fazer hoje. Segue a lista de truques completa e atualizada:

– Sentar
– Deitar
– Rolar
– Dar a pata
– High-five
– Levar um tiro ou fingir de morto
– Girar no sentido horário e anti-horário
– Ficar esperando
– Ir para a cama dele
– Passar entre as minhas pernas fazendo um 8
– Procurar algum objeto que eu escondi
– Trazer um brinquedo quando eu falo “cadê o osso?”
– Devolver a bolinha que ele foi buscar
– Comer somente depois que eu falar “pode”
– Não comer ou não pegar um objeto se eu falar “não”

Você pode ver um vídeo aqui. Vou tentar fazer um novo vídeo com melhor qualidade e com mais truques, me mande mensagem de motivação. ;)

TENTATIVA 3:
Quando o Paçoca tinha uns 3 anos, resolvi contratar um adestrador novamente para resolver especificamente o problema da agressividade. Aprender comandinhos e truques era legal, mas de que adiantava o Paçoca saber fazer tantas coisas se eu não podia mostrar pra ninguém e se ninguém podia chegar perto, né? Peguei o contato de um cara num pet shop aqui perto de casa, ele cobrava R$25/aula e vinha duas vezes na semana. Fizemos aulas por 3 meses e eu simplesmente não vi melhora alguma. Foi aquele típico “barato que saiu caro”! Pra você ter uma ideia, em 3 meses o cara não conseguiu “ficar amigo” do Paçoca. O cachorro até tolerava ele, mas tinha que ficar longe, quase de castigo no outro canto do quintal. Isso me deixou bastante frustrada pois eu não sabia se isso era incompetência do cara ou se era porque o Paçoca não tinha mais solução.

TENTATIVA 4:
Agora com 5 anos, resolvi fazer uma nova tentativa com um novo adestrador, optei pela Cão Cidadão pois leva o “nome” do Alexandre Rossi na empresa e achei que isso poderia ser um parâmetro de qualidade. Eu estava bem cética e com o pé atrás por conta da experiência anterior. Mas na segunda aula, o Paçoca já tinha virado amigo do Maurício (hoje em dia eles são BFF haha). Após 4 meses de treinamento, ainda estamos longe do comportamento ideal, mas já tivemos alguns avanços. Posso levar o Paçoca na pracinha, com várias pessoas, crianças brincando e outros animais por perto e ele fica bem tranquilo e relaxado. Ainda não dá para as pessoas se aproximarem ou encostarem nele, mas acredito que seja questão de tempo e paciência para ele começar a tolerar e superar cada vez mais seu medo e perceber que as pessoas/animais ao seu redor não são ameaças. :)

Por que eu estou contando toda essa história? Porque durante todos esses anos várias pessoas (que viram o trabalho que o Paçoca me dá) já comentaram comigo:
– Nossa, o Paçoca tem muita sorte de ter uma dona como você! A maioria das pessoas já teriam o abandonado, se livrado dele! Ninguém ia ter tanta disposição para resolver esse problema!
– Como assim?

Muitas pessoas não analisam com atenção todos os problemas que um animalzinho pode trazer. Eu mesma não analisei quando decidi trazer o Paçoca pra casa. Claro que eu sabia que adotar um cachorro exigiria algumas responsabilidades como cuidar da higiene e limpeza, cuidar da alimentação, dar atenção e carinho ao animal, etc. Mas nunca tinha passado pela minha cabeça que eu pudesse ter que resolver outro problema bem mais difícil e complicado como a agressividade. É algo que a gente não prevê, mas se o problema aparecer temos que ter o compromisso de resolver a situação. Abandonar o animal na primeira dificuldade não pode ser considerada uma opção.

Quem convive comigo sabe que, pra mim, não é nada fácil lidar com um cachorro anti-social. É uma preocupação constante, muito desgaste físico e emocional, fora os gastos financeiros. Apesar de tudo isso, eu sei que tenho um cachorro extremamente fiel e companheiro, que está sempre disposto a brincar e interagir comigo, que espera ansiosamente pela minha chegada, que só enxerga minhas qualidades e gosta de mim acima de qualquer coisa. E tudo isso compensa o esforço que tenho feito para melhorar a qualidade de vida, tanto minha quanto a do Paçoca.

Cuidar de um animal é isso, o amor incondicional precisa vir dos dois lados. Se não for assim, nem comece. ;)

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