Categorias: Pessoalidades

Dois ponto nove

É engraçado pensar que cheguei nos 29 anos. Aquela idade que a gente pensa que nunca vai chegar, aquela idade que eu pensava que já seria uma pessoa muito adulta, com casa própria, marido, filhos e cachorro. Até agora só tenho o cachorro, haha. É engraçado lembrar que quando eu era adolescente, eu tinha certeza que uma pessoa de vinte-e-tantos-quase-trinta era uma pessoa super adulta, que exibia em seu semblante todo o peso de ser, de fato, um adulto. Engraçado é perceber que ser adulto não quer dizer nada disso. Não quer dizer nada.

E agora, euzinha aqui com vinte-e-tantos-quase-trinta, olho pra dentro e vivo a incoerência de me sentir jovem e, ao mesmo tempo, de me achar velha, de meu-deus-socorro-já-tenho-29 mas também calma-você-ainda-tem-apenas-29.

Engraçado vai ser olhar pra trás, daqui uns 30 anos, e dar risada dessa bobagem toda, haha.

Feliz aniversário pra mim! :)

via shutterstock

Disney é aquela coisa né. Aquele sonho de infância que eu já tinha até me conformado que nunca se realizaria, mas aí você percebe que nunca é tarde e que um sonho nunca morre. É um lugar realmente incrível, mágico, onde você volta a ser criança e se permite ser criança. :)

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Disney’s All-Star Music Resort

Dentre todos os hotéis do complexo da Disney, optamos pelo mais barateza de todos, porque né, só precisávamos de uma cama limpinha e um chuveiro quentinho. E, claro, eu preferia gastar minhas doletas em sorvetinhos com formato de Mickey do que hotéis cheios de firulas, muito mais vantagem, certo? ;)

Lá, no check-in, tenho certeza que foi o lugar onde eu mais fui bem tratada na vida, a senhora que nos atendeu era um amorzinho de pessoa, sabe aquele tipo que faz você se sentir acolhida, abraçada, tranquila e feliz? Talvez eu seja meio carente? Não sei. Mas quem não gosta de ser recebido assim com tanta gentileza né? haha

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Cada bloco era temático num estilo de música, fiquei no setor “Country”, mas meu coração queria ter ficado na ala “Rock”, que era todo coloridinho em tons pastel, no estilo anos 50, todo bonitinho inho inho. ;)

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A única coisinha que eu não gostei muito nesse hotel foi a pracinha de alimentação. Achei que o atendimento ali não correspondia ao nível de qualidade Disney, a gente fica mal acostumado. As opções de refeições eram bem limitadas, as comidas não eram apetitosas e os atendentes um tanto quanto mal humorados. Só faltou o bandejão para eu me sentir no refeitório de Orange is the new black, só pra você ter uma ideia. hahah E sabe aquele famoso waffle do Mickey? Só serviu mesmo para eu tirar foto, porque eu comi empurrando e chorando de desgosto. ~sinceridades~

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Disney Springs

Depois que fizemos check-in no hotel, aproveitamos o dia para conhecer o Disney Springs. Mesmo tendo pesquisado antes, eu não tinha a menor noção do que realmente era esse lugar. Juro que eu achava que era um mini centrinho comercial com meia dúzia de lojas, uns 3 restaurantes e só. Quase caí pra trás quando cheguei lá. O lugar é gigante, com muitas lojas, muitos restaurantes, muita gente, muita coisa legal para fuçar. Tanto é, que chegamos às 13h e saímos de lá às 20h, com dor nas pernas mas querendo ficar mais. hahha

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Lá tem a maior loja da Disney do mundo (World of Disney) que é realmente gigante, onde tudo é super faturado e onde “desperdicei” uns 50 dólares em coisinhas inúteis.

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Foi lá também que eu quase surtei com as cerâmicas (e todas as coisas de cozinha) da Anthropologie. Foi lá que eu comprei o óculos mais lindo na Free People por apenas 25 obamas. Foi lá onde eu conheci uma loja chamada SuperDry e comprei o moletom mais-lindo-de-todos-os-tempos e onde eu encontrei uma moça que ficou enlouquecida com meu porta-moedas de Kirby (achei a situação muito fofa! haha).

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Também foi lá onde eu vi uma loja gigante da Coca-Cola e achei tudo muito bizarro. Quem é que compra uma ~brusinha~ com o logotipo da Coca estampado? Sei lá né, isso é coisa que deveria ser dado de brinde, eu heim. E foi lá onde eu entrei na loja mais barulhenta de todos os tempos, me senti uma velha, dei meia volta e saí: a loja da Lego.

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Magic Kingdom

Chegamos antes do parque abrir e ficamos esperando nessa área da segunda foto aqui embaixo. Nessa espera, a gente começa a pensar e vai dando uma sensação boa de saber que finalmente eu estava na Disney, naquela mesma Disney que eu tanto sonhei quando era criança. E a ficha só cai, de fato, quando você vê o castelo da Cinderela ali, bem de pertinho, na sua frente.

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O parque é enorme, muito maior do que eu imaginava. Muito mais bonito e encantador do que eu esperava. O cuidado que eles tem em proporcionar uma ótima experiência para o visitante é impressionante. Dá para ver que eles pensam em tudo, em cada detalhe dos cenários, a ambientação, a música. É realmente muito legal!

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O Pateta foi o personagem mais simpático, fiquei encantada! E desculpa aí, mas a Minnie elogiou meu delineado tá, querida? hahah Também tirei foto com o Mickey, o Pato Donald e com a Margarida (bem safadinha, por sinal, até roubou uma bitoquinha do boy magia hahah). Dá para perceber o nível de maturidade da pessoa aqui (ou a falta dela hahah), quando eu nem me importei com o fato de ser a única adulta que não estava acompanhando alguma criança na fila para tirar foto com os personagens. hahaha

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No final, eu mal aguentava andar de tanta dor nas pernas, mas foi uma experiência linda e especial. Depois de assistir o show de encerramento, a gente fica com aquela sensação de missão cumprida e, ao mesmo tempo, já começa a dar uma saudadezinha! Hoje eu entendo o porquê desse parque atrair tantos visitantes e todo o sucesso que ele conquistou. É mais do que merecido! :)

Caso você esteja pensando em viajar para lá, recomendo muito o blog Vai Pra Disney, que é super completo e me ajudou MUITO a planejar minha viagem e passeios pelos parques! ;)

Esse foi o último post sobre a viagem, tá? Em breve, voltaremos com a programação normal! haha :)

Categorias: Viagens

Universal Studios

Pra ser bem sincera, eu nem sabia o que esperar da Universal Studios. Eu fui com as expectativas lá no chão pois estava com receio de me decepcionar, vê se pode. hahah Mas, gente, não sei onde é que eu tava com a cabeça! O parque é incrível e toda hora eu comentava que o lugar parecia um set de filmagens. O parque é menor que o Magic Kingdom o que o torna bem menos cansativo e a maioria das atrações atende um público mais “crescidinho” o que deixou a experiência bem mais interessante.

A área que eu mais gostei foi a dos Simpsons, que é toda colorida, lúdica e divertida, parece que estamos realmente em Springfield ou dentro de um desenho animado. A área que imita Nova York também é super bonitinha e bem feita, como você pode ver aqui nas fotos. Aliás, só depois fui reparar que só fotografei essas duas áreas do parque, mas ok né, vamos fingir que ninguém percebeu.

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As atrações com simuladores são impressionantes, os que eu mais amei foram o do Harry Potter, dos Transformers, dos Minions e dos Simpsons. Sei lá, eu nem imaginava que a tecnologia estava tão avançada assim, hahaha. A montanha-russa externa (Hollywood Rip Ride Rockit) é intensa e eu não sei da onde eu tirei coragem pra ir nesse negócio, meu deus. haha

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No almoço, escolhi esse sanduíche de waffle com frango empanado por motivos de: gosto de comidas diferentonas. O difícil foi comer com esses talheres de plástico né?

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Você não acha que o Purê é igualzinho o Ajudante de Papai de Noel? Eu acho! haha

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Meu maior “sonho” nesse parque, além de ir na área dos Simpsons, era comer esse donut gigante. Acabei enrolando pra comprar e quando vi o parque já estava fechando e não dava mais para acessar a área dos Simpsons. Eu já estava me preparando para carregar essa frustração comigo para o resto da vida, até que acabei encontrando para vender na lojinha da Universal que fica próximo da entrada/saída do parque. Foram os 5 dólares mais bem gastos do dia, pois o donut era a coisa mais deliciosa e fofinha, pode acreditar pois era sim! :9

Ainda nessa semana, publicarei o post com as fotos da Disney, tá? ;)

Categorias: Viagens

Celebration, Winter Park, Orlando Eye, West Palm Beach

Como prometido, vim aqui mostrar pra você as fotos-da-viagem-ficaram-otimas.exe. Pega seu cafezinho (ou chazinho) e senta aí que o post é longo! :)

Algumas impressões sobre alguns dos lugares por onde passei:

Celebration

É uma área nos arredores de Orlando, que algum dia já pertenceu à Disney e manteve a proposta inicial de ser um modelo de cidade “perfeita”. Ganhou fácil um lugarzinho no meu coração. Fomos lá no último dia de Orlando e foi uma escolha muito feliz.

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Queríamos sossego, depois dos dias agitados e cansativos dos parques, e o que encontramos lá foi um lugarzinho super tranquilo, mega arborizado, cheio de casas bonitas e pessoas gentis. Me enveredar pelas ruas residenciais foi a parte mais incrível, quase toda rua era cortada por uma praça, sempre bonita e bem cuidada. Enquanto caminhava deslumbrada pelas ruazinhas pacatas, eu me questionava se esse lugar era real, se pessoas reais moravam lá.

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Muitas casas estavam decoradas para o Halloween e muitas de maneira criativa, engraçada e inusitada, foi legal notar que o bom humor prevalece. Queria ter fotografado mais dessas decorações, mas a verdade é que o lugar era tão correto, que eu ficava intimidada achando que estava infringindo alguma coisa só de apontar a câmera para alguma porta ou jardim da casa. Um lugar tão certinho que a gente fica com receio de estar sendo intrometida ou desrespeitosa, sei lá né.

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Foi lá que comi o prato com o visual mais diferentão da viagem, um bolo de carne que era quase uma obra de arte pós-moderna. Na verdade, se eu soubesse que o prato era assim, provavelmente não teria arriscado, hahah. O namorado ficou no básico Fish & Chips que não tinha erro, né? O garçom tinha voz de locutor com um sotaque americano meio diferente (não sei de qual lugar ele era, mas me senti num filme haha). A foto abaixo é minha preferida, talvez da viagem toda, talvez.

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Winter Park

Mais uma cidadezinha nos arredores de Orlando, que tem uma vibe toda cool, meio hipster, meio inglesa, meio do jeitinho que eu gosto. Foi quase como amenizar um tiquinho da saudade que tenho de Boston. Fomos num sábado ensolarado, a cidade estava bem mais cheia e movimentada do que eu gostaria.

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Chegando lá, segui a indicação de um blog que já não me lembro mais o nome e almoçamos num restaurante charmosíssimo e descolado chamado Prato. Olha as fotos aqui embaixo e me diz se não é um restaurante que saiu do Tumblr/Pinterest? Foi lá que eu pedi a meia porção mais miserê da vida. Tudo naquele país é farto e exagerado, como é que eu ia imaginar que na meia porção viriam apenas 4 raviólis, de tamanho pequeno, é bom frisar. Mal o garçom trouxe os pratos, pedimos uma pizza, demos risada e ficou tudo bem. Uma pena eu não ter fotografado a comida que era tão fotogênica (e deliciosa!) quanto a decoração do restaurante, mas a fome era grande, você entende né.

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I-Drive 360/Orlando Eye

O I-Drive 360 é tipo um shoppingzinho a céu aberto, com várias opções de restaurantes que fica junto ao Coca-Cola Orlando Eye. Ficava bem pertinho do hotel, então fomos duas vezes, uma para almoçar e outra para jantar. Dito isso, já dá para entender por que eu só fotografei comida e esqueci de fotografar o local, prioridades. No almoço, não resistimos ao Shake Shack, que pra mim continua sendo o melhor e mais maravilhoso hambúrguer de “fast food”. No jantar, escolhemos o Buffalo Wild Wings, tipo um sport bar que serve várias opções de petiscos (que eu achei um tanto quanto apimentado).

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Pra não dizer que não fotografei nada do Orlando Eye, segue minha tentativa meia-boca de fotografar decentemente a roda gigante:

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E um registro da estampa mais fofínea que você já viu: lontríneas de mãozíneas dadas .
(tinha pra vender no gift shop do Skeletons: Animals Unveiled, uma loja cheia de coisinhas e cacarecos relacionados à arqueologia, geologia e biologia)

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West Palm Beach

West Palm Beach (a parte continental de Palm Beach) fica uns 50 minutos da casa da minha irmã (bem mais perto que Orlando, que fica umas 2 horas), por isso pudemos ir várias vezes para lá, o que deu para conhecer vários pedacinhos. A cidade inteira é bonita, tem um visual mais urbano sem perder o charme da praia. Aliás, você pode ver algumas imagens do mar de Palm Beach aqui.

Um dos lugares que mais gostei foi o Downtown at the Gardens, mais um shoppingzinho a céu aberto, onde comi a massa mais gostosa da minha vida, juro. O nome do paraíso é Yard House e o prato foi o Penne with Chicken. Eu sei, o nome de prato mais humilde e objetivo que já vi, porém MARAVILHOSO, confia em mim.

Também gostei muito do City Place, um shoppingzão a céu aberto e de andar na Clematis St. Dois lugares que valem a visita, apesar de eu não ter fotografado por motivos de preguiça.

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Para você que chegou até aqui…

…mais algumas curiosidades aleatórias :)

1. Meu nome não é uma coisa fácil de se falar/entender, já é difícil aqui no Brasil, imagine para outros idiomas e pronúncias. Na viagem passada (Boston e NYC), eu inventava um nome diferente a cada Starbucks, um dia eu era Lucy, no outro Mary, no outro Audrey. Porém, eu ficava um pouco incomodada de ficar inventando nomes, sabe. Daí que pouco antes da viagem, assistindo um vídeo do Casey Neistat, reparei no 1’17” que o nome da filhinha dele era Francine (ou “fréincini” haha). E olha só uma coisa que você não sabe: meu segundo nome é “Francine”, que eu nunca usei pra nada, um nome que era completamente inútil, eis que agora virou meu nome “americano” oficial. Fiz o teste e em 100% das vezes o atendente compreendeu meu nome e escreveu certinho. Obrigada, Casey, pela graça alcançada.

2. A música que mais tocou nessa viagem foi Cheap Thrills, da Sia. Verdade, essa música tocava umas quinhentas mil vezes por dia. Já era uma música que eu gostava, agora ganhou um significado e eu a amo ainda mais, estou emocionada. Tá aí uma foto para confirmar (às vezes, eu lembro de registrar coisas importantes, viu só):

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3. Algumas pequenas constatações: carro automático é vida; câmera mirrorless é vida. É sim e vamos parar de bobeira. ;)

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Semana que vem, publico a segunda parte da viagem, com fotos do Magic Kingdom e Universal Studios. Promete que vem ver? ;)

Categorias: Viagens

Eu precisava ver o mar

Nem sei como começar esse post, essa é a verdade.

Vamos começar dizendo que levei exatamente 15 dias para conseguir retornar (e me contentar) ao meu humilde cotidiano. Eu poderia dizer que em apenas 20 dias experimentando uma realidade diferente, com qualidade de vida, cheio de estrutura e gentileza, a gente volta mudado. Quer dizer, a gente volta ‘daquele’ jeito né, pois não é fácil voltar para o nosso Brasilzão.

Desculpe o pessimismo, talvez eu ainda não tenha superado a viagem.

Vamos tentar de novo.

Ontem, finalmente, arranjei forças para rever as fotos da viagem. E relembrando todos os lugares que passamos, consegui sorrir. Toda viagem transforma nossa alma e a saudade que fica é combustível para começar a pensar na próxima aventura. :)

Me deu uma vontadezinha de compartilhar algumas imagens aqui com você. Nos próximos dias, venha me visitar aqui porque vai ter mais fotos e talvez, eu volte a falar mais também. ;)


“Nessa pedra alguém sentou para ver o mar
Mas o mar, não parou para ser olhado
E foi mar, para todo lado.”
– Paulo Leminski

Jensen Beach

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Cocoa Beach

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Palm Beach

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