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A ilha

No feriado do Carnaval, eu, o boy e alguns amigos decidimos ir para a Ilha do Cardoso, em Cananéia. Pra quem não conhece, é uma ilha bem “roots”, super tranquila, com muitas paisagens bonitas e natureza intocada. Ficamos hospedados na praia de Cambriú, que é uma prainha suuuuuper sossegada, onde não há comércio e tem pouquíssimos moradores (a área mais “agitada” fica na praia de Marujá, que tem pousadas, restaurantes e forró, mas não fui pra lá então ~não sou capaz de opinar~).

Na casa, a energia elétrica era “limitada”, havia somente energia solar para acender a luz dos cômodos da casa e, no máximo, recarregar pilhas de lanterna. Lá também não pegava sinal de celular e não havia acesso à internet, o que resultou numa experiência bastante inusitada e memorável. :)

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Senta que lá vem história!

PONTO MEMORÁVEL NO. 1 – ERA UMA CASA MUITO ENGRAÇADA (SÓ TINHA TETO, NÃO TINHA QUASE NADA)

Como você já sabe, ficamos numa praia (quase) deserta, que não tinha comércio, restaurantes, nada, ou seja precisamos levar toda a nossa comida. E eu também já disse que não tinha energia elétrica disponível, o que significa que não tinha geladeira, guarde essa informação. Na ida, estávamos parecendo a família Buscapé, carregando comida para 4 dias, para 7 pessoas (é muita comida e comida é uma coisa muito pesada, pelamor), além de litros e litros de água mineral, nossas roupas e itens pessoais e baldes de repelente e protetor solar.

Quando chegamos na casa foi uma mistura de “olha, está melhor do que eu imaginava” com “meu deus, que casa é essa, não vou sobreviver” hahaha. A cozinha foi pra mim a parte mais chocante, ela era bem precária, até tinha alguns utensílios e panelas, mas era tudo no improviso, não tinha nada que poderia fazer “conjuntinho”, sabe. Era um prato diferente do outro, um copo diferente do outro (possivelmente, coisas que outros visitantes foram largando por lá, no decorrer do tempo), exatamente SETE garfos (ainda bem que estávamos em 7 pessoas né, mores), 1 faquinha.

Durante o dia, a cozinha (aliás, a casa toda) virava um forno, ficava tão, mas tão quente lá dentro, que a gente só entrava pra pegar uma coisinha rapidinho e já saía correndo passando mal. E aí, imagine você que toda a nossa comida ficava naquele calor do inferno, praticamente cozinhando só de ficar no ambiente. E eu, que sou a pessoa mais paranóica com relação à conservação de alimentos, data de validade e limpeza teve que superar tudo isso e ~abraçar o capeta~.

O engraçado é que todas as comidas que fizemos ficaram deliciosas, inclusive as que euzinha fiz (com a ajuda do boy, não vamos tirar o mérito). Ficaram mais gostosas do que muitas comidas que faço diariamente aqui, no maior cuidado, com os alimentos devidamente conservados na geladeira e usando meus utensílios bem limpinhos e cuidadinhos. Pois é.

E o mais impressionante é que nin-guém teve piriri. ;)

nosso cafofo
nosso cafofo

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PONTO MEMORÁVEL NO. 2 – O AUTÊNTICO BANHEIRO DE RODOVIÁRIA

Saímos de Curitiba para Registro e de Registro seguiríamos para Cananéia. Estava tudo indo muito bem até acontecer do nosso ônibus atrasar. Ficamos umas 3 horas lá na rodoviária de Registro, derretendo no bafão, com muitos quilos de bagagem e morrendo de fome. Depois de ficar tanto tempo lá, claro que começou a me dar vontade de fazer xixi e daí, eis que conheci um autêntico “banheiro de rodoviária”. Fazia muito tempo que eu não encontrava um banheiro tão “cheio de personalidade” como esse. Um banheiro que não tinha papel higiênico, não tinha assento nos vasos (não que eu fosse encostar nisso, né… mas a falta deles deixava o lugar ainda mais hostil), não tinha sabonete para lavar as mãos e todas-as-portas-frente-e-verso eram repletas de escritos, mensagens, recadinhos de amor e recadinhos de ódio.

Uma das mensagens era assim, ó: “O negão é lindo, pena que é de todas”. Eu deveria ter fotografado todas essas pérolas e criado um Tumblr, pena que só tive essa ideia agora.

PONTO MEMORÁVEL NO. 3 – A VOADEIRA

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Como atrasamos para chegar em Cananéia, o Ratinho (que não gosta de ser chamado de Ratinho, que era dono da casa que alugamos e ia nos levar até a ilha), atrasou também. Então, só saímos de Cananéia no final da tarde, era umas 18h. Não sei se tinha a ver com o fato de ser final da tarde, mas o mar estava mais agitadinho e eis que tive minha primeira (e traumática) experiência com uma voadeira.

Eu, simplesmente, sentei no pior lugar para se ficar na embarcação, que é a proa. No lugar que mais balança, que mais dá uns tranco. EU QUASE MORRI, FORAM OS 30 MINUTOS MAIS LONGOS DA MINHA VIDA. Tem gente que tem medo de altura, eu tenho medo da imensidão do mar. É bonito? É bonito. Mas me dá medo? Dá sim. Talvez seja pelo fato de eu não saber nadar, mas eu tava passando mal só de imaginar aquele barquinho virando na água e eu morrendo e aparecendo na Tribuna ou qualquer outro jornal trágico sensacionalista, com uma manchete do tipo “Japinha virou sushi e voltou pro mar”. Eu agarrei na beirada do barco e não soltei mais. Eu tava toda descabelada com o vento, meu cabelo tava todo embaraçado por conta da água do mar, mas eu não podia, de jeito nenhum, soltar a mão do barco para ajeitar e recuperar minha dignidade. Eu não queria morrer.

Basicamente, eu cheguei na ilha em estado de choque, com o cabelo virado num nó e mais pálida do que eu já sou. Mas sobrevivi.

Em compensação, a volta para Cananéia foi suave, tranquila e favorável. Destraumatizei, graças a deus. ;)

em Cananéia, inocente, ainda sem saber o que me aguardava
em Cananéia

PONTO MEMORÁVEL NO. 4 – OS MOSQUITOS, BORRACHUDOS E CIA

Todo mundo sabe que esses lugares são cheios de mosquitos né. Mas lá, minha gente, meu pé virou banquete. Tenho quase certeza que à noite, enquanto eu dormia, os mosquitos se sentavam em volta do meu pé (como se estivessem numa mesa de jantar) e se esbaldavam tomando meu sangue de canudinho. Mesmo mergulhando numa piscina de repelente, a cada meia hora, ainda assim voltei pra casa com quase 30 picadas. O boy voltou com quase 50. Não pegamos dengue então… ~parece que o jogo virou não é mesmo~

PONTO MEMORÁVEL NO. 5 – VAMOS FALAR DE COISAS BOAS

Antes que você pense que só teve desgraceira nessa viagem, saiba que teve sim muita coisa legal:

Todos os dias, eu sempre era a primeira a acordar na casa, lá pelas 8h da manhã. Eu levantava quando o calor começava a me incomodar e eu não aguentava mais ficar deitada na cama. Enquanto todos dormiam, eu sentava na varanda, comendo uma maçã, naquela mistura de “silêncio” e “não-silêncio”, olhando o mar, apreciando a claridade da manhã. Tudo isso na companhia da gatinha que era super amistosa e sempre respondia quando era chamada. Todo mundo chamava ela de Pepeca, mas eu chamava ela de Paçoca, por motivos que você já sabe. E do papagaio que sempre me obrigava a dar a ele um pedacinho da minha maçã.

essa era a vista que eu podia apreciar da varanda da casa :)
essa era a vista que eu podia apreciar da varanda da casa :)

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Meu celular só serviu para registrar algumas poucas fotos. No resto, era um objeto inútil e desnecessário. Meus dias não tiveram a interferência dos textões no Facebook, das piadinhas do Twitter, da vida editada do Instagram. A viagem foi uma grande oportunidade de desconectar do mundo virtual e conectar comigo mesma. Posso afirmar que esses 4 dias na ilha foram só meus.

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A coisa que eu achei mais incrível e fascinante foi andar na areia, à noite, na mais completa escuridão, ouvindo o barulho do mar. Não dava pra enxergar quase nada, não enxergava um palmo à minha frente. Foi uma experiência que realmente mexeu com meus sentidos, com meus medos, me deu uma sensação enorme de liberdade/superação e, ao mesmo tempo, de pequeneza/insignificância nesse universo colossal. Uma mistura de paz e inquietude, foi lindo!

E pra finalizar, na última noite, enquanto caminhava do banheiro para o quarto (o banheiro ficava separado da casa, dá para ver na segunda foto), depois de escovar os dentes, olhei para cima e percebi que a ilha tinha nos presenteado com um dos céus mais estrelados que já vi na vida.

Voltei feliz. :)

foto analógica da Carolina :) // obrigada pelas memórias incríveis, pessoinhas!
foto analógica da Carolina :)

46 comentários

Let's talk!

  1. Hoe, Adrielly! Que aventura, hein? Fiquei encantada com os poucos, mas bem clicados registros, ao mesmo tempo que surpresa com as peripécias por trás delas…
    Esta é a primeira vez que escrevo aqui e acredito que não deva ser a última. Apenas queria dizer que já acompanho seus posts há algum tempo e fico admirada com o seu jeito engraçado, sincero e amistoso de escrever, além de todo o capricho para nos contar suas histórias não apenas por meio dos textos, mas também através das fotos.
    Muitos beijos e sucesso, conterrânea! ♥

    1. Obrigada pela mensagem e pelo carinho! Fiquei muito feliz! <3
      Sim, venha mais vezes aqui no blog!! :) Vou adorar receber seus comentários, viu!!
      Beijo!!

  2. Divana comentou:

    Oii Adrielly!
    Estou completamente apaixonada pelo seu relato e sonho com o dia que não vou precisar do celular de maneira nenhuma, sabe? Como aconteceu na sua viagem, em como foi melhor, já que está listado nas suas coisas boas.
    Muito, muito TOP!
    Beijos!

    1. Acho difícil a gente se livrar da tecnologia assim, ela tem suas vantagens! Mas o bom dessa experiência foi ter me lembrado que celular/internet não são TUDO na vida né, existe sim vida offline! e ela pode ser muito mais interessante! hahha
      Beijo!!

  3. Mas que texto gostoso de se ler! E fotos gostosas de se olhar!
    Às vezes é bom ter experiências do tipo, independentemente dos perrengues que passamos rsrs.
    E é… meu corpitcho sabe bem que esses repelentes não funcionam é coisa nenhuma ¯\_(ツ)_/¯
    Beijos!

    1. Obrigada, Jessica!! :)
      Experiências assim são muito bem-vindas né, pelo menos uma vez na vida! No final das contas, são os perrengues que nos ensinam alguma coisa, que marcam e viram história engraçada para contarmos por aí! haha
      Beijo!

  4. viagens e passeios pra lugares assim, super no meio do mato/natureza e sem tecnologias (não só o celular, no caso, mas as condições da casa e tudo mais) são maravilhososs. é ótimo viver experiências dessas e tanto ficar grata pelo que se tem como perceber que muito do que temos é desnecessário. a gente complica demais as coisas!
    adorei o relato e as fotos estão lindas :)

    1. exatamente, voltei pra casa e quase abracei minha geladeira, minha cama, meu chuveiro hahahaha a gente volta dando mais valor pra certas coisas e menos valor para os supérfluos.
      obrigada pela mensagem!! beijo!!

  5. Nossa cada história! Desculpa Adri, mas dei muita risada quando li “Japinha virou sushi e voltou pro mar”! haha na hora deve ter sido um tremendo perrengue, mas depois é só história boa pra contar! No final a viagem fica até mais legal depois de perceber que você sobreviveu a tudo isso! rs

    bjaoo

    1. hahahah eu tenho essa mania de ficar criando manchetes sensacionalistas de desgraça…. tem que dar risada mesmo! :DDD
      quanto mais perrengue, mais experiência a gente leva pra vida, com certeza!
      beijo!!

  6. Gente, sou louca para conhecer Cananéia *-*
    E esses perrengues me dão mais vontade ainda de ir pra lá, como pode? Kkk
    Enfim… Você viu os golfinhos?

    Beijao!

    1. eu vi golfinhos só na volta da ilha pra cananeia, mas eles estavam um pouco longe, foi bem rapidinho! :///
      cananeia é bem diferente da ilha do cardoso, mas ambas são muito bacanas! :DD
      beijo!

  7. Que coisa linda <3 eu adoro essas viagens com vários trancos e barrancos, já me sinto num balde de inspiração pra escrever sobre! HAHAHAHA não dispenso. Na verdade, dispensaria mosquitos só. Minha aversão não se encaixa em palavras.

    1. mosquito é uma desgraça mesmo, eles te pegam, você nem percebe e depois passa dias de coçando e lembrando do maldito hauhahaha

  8. Quantos perrengues, quantas superações! Amei ler o seu post, a forma como ele foi escrito, amei ver as suas fotos, amei.
    Fiquei até me sentido culpada por ter gostado tanto do seu post ~pelos relatos dos pontos memoráveis negativos~ mas por outro lado, saber que você teve quatro dias para se auto descobrir e se reinventar é a parte mais legal de toda essa história. Saber lidar com as dificuldades é tipo um dom.

    Parabéns, Adrielly!

    E que tenham mais viagens e histórias tão bacana quanto essa.

    Beijos.

    1. hahaha tentei transformar as partes difíceis da viagem em histórias engraçadas mesmo, porque no final das contas, esse é o destino dos perrengues né hahah
      é muito difícil eu fazer esse tipo de viagem porque normalmente eu acabo prezando pelo conforto, mas uma vez na vida, não mata ninguém e a gente leva muito aprendizado pra vida. :)
      obrigada pela mensagem, Marta! beijos!!

  9. O que eu mais adoro no seu blog é ele ser uma lufada de ar fresco!
    Acordo e vejo este post … que maravilha!
    Só apetecia fechar os olhos e acordar nesse lugar.
    Obrigada por partilhar coisas tão boas:D
    Beijinhos*

    1. Ah, que querida!! Eu que fico feliz em te ver sempre por aqui!! :))
      Beijo!!

  10. Midori comentou:

    “Japinha virou sushi e voltou pro mar” HAHAHAHAHAHA
    Me diverti e morri de amores por esse relato de viagem, Adri ♥
    Deve ser maravilhoso mesmo se conectar consigo mesma, e poder apreciar coisas e momentos que poderiam facilmente passar despercebidos se estivesse mergulhada “nas tecnologias”.

    1. acho que o melhor é conseguir respirar e perceber o que, de fato, é importante em nossas vidas. <3
      fiquei feliz com seu comentário, Mi!
      beijão!

  11. Talita comentou:

    Gente, que experiência legal! É bom se desconectar às vezes! Esses perrengues todos que você passou depois vão ser histórias muito engraçadas pra você contar quando for mais velha haahahha

    1. hahaha nem precisei ficar mais velha pra contar as histórias engraçadas hahah no final, o importante é rir e levar os aprendizados pra vida né? :)

  12. KARINE comentou:

    Nessa viagens, mesmo quando algumas coisinhas dão errado, elas dão certo, né? Porque com todo o clima de viajar e a paz do lugar, nós acabamos relevando os perrengues (que acabam virando histórias pra contar) e absorvendo o melhor do lugar. Morri com o “Japinha virou sushi e voltou pro mar” HAHAHA melhor frase! Já fiz algumas viagens pra lugares assim: isoladinhos e paradisíacos, e foram as melhores! Inclusive, você conhece a Ilha do Mel? Já passei alguns dias por lá e foi muito amor <3

    1. nossa, ilha do mel é aqui do ladinho de Curitiba, mas nunca fui pra lá! quero muito ir porque imagino que lá tenha essa vibe meio “roots”, mas não tanto quanto a ilha do cardoso, o que pra mim seria perfeito! hahah

  13. Leni comentou:

    Oi Adrielly!

    Mais que aventura gostosa em!
    Ah meu tempos de juventude … quanta saudade!
    Adorei ler sua história que me trouxe lindas lembranças! Momentos assim, não tem preço. E tempos como esse não voltam mais. Aproveite a juventude!

    Beijinhos

    1. Ah que legal, Leni! Relembrar é viver né, que bom que o post proporcionou boas lembranças pra você! :)
      Beijo!

  14. Livia comentou:

    Adri, amei esse relato!! A natureza é realmente a coisa mais incrível que existe. Nos meses de dezembro e janeiro fiz um mochilão na América do Sul e vivi experiências inusitadas, zero luxuosas, mas muito muito valiosas e gratificantes! Achei que ia ser o maior perrengue, mas foi tranquilo, foi favorável <3
    É muito bom ir pra um lugar mais isolado assim e passar alguns dias… Admito que não abro mão dos confortos urbanos ad aeternum, mas às vezes é preciso lembrar que nós somos natureza também, né?

    1. Tenho curiosidade de fazer mochilão assim, deve ser incrível mesmo!! Sou um pouco medrosa, mas saber que foi bem tranquilo pra você me dá uma dose de coragem! :) Eu também gosto de um pouco de conforto, especialmente em viagens, mas muitas vezes é no improviso que ganhamos experiências pra vida toda. <3

  15. Rodrigo comentou:

    Só preciso dizer que a manchete foi a melhor coisa EVEEEEEER HAUHAUHAUAHUAHUAHUAHAUHAUHAUHAUAHAUHAUHAUHA, Parece ser um lugar lindo, apesar dos pesares uahauhauhauhau, leia falta de sinal de internet!!!

    1. O lugar é lindo! Nunca tinha ido pra um lugar com tão pouca interferência humana, vale muito a pena! Tem tantos cenários bonitos que você mal percebe a falta de internet! hahah :)

  16. Jess comentou:

    que delícia Adri.
    Cananéia é um dos meus destinos dos sonhos, porque um dia eu gostaria muito de ir para o sul de são Paulo. Sempre fico do centro para o norte, e dá pra ver o quanto o sul de SP é um mundo à parte. Eu nunca tinha ouvido falar dessa ilha.

    mas pareceu incrível. Apesar de não gostar tanto desse tipo de praia, tenho curiosidade para ver como seria a experiência.

    obrigada por compartilhar conosco.

    1. li no seu blog que você dizia gostar mais de praias mais movimentadas e tal, mas acho que a ilha super combina contigo viu! :DD é uma experiência incrível! talvez seja melhor ficar na praia do marujá que me parece que tem um pouco mais de estrutura, mas a ilha em si é maravilhosa!

  17. Que saudade da Ilha do Cardoso! Estive lá há um tempão… Não me hospedei. Fiquei em Cananeia e fui visitar. Amei passear de voadeira, aquela praia toda deserta, nadar perto dos botos. É um sonho mesmo! Confesso que meu único piti é para ar-condicionado. Não ligo pra conjuntinho de cozinha, nem internet (quando estou viajando pelo menos) ou outros confortos, maaaas ar-condicionado. Via as fotos com uma mistura de “que lugar lindo!” e “ai esse teto baixo, que calor!”. Mas com certeza tudo supera um momento para viver mais profundamente. Uma viagem e tanto! Adorei que você compartilhou cada momento memorável com a gente.

    1. hahah era difícil ter ar condicionado por conta da falta de energia elétrica, nem ventilador tinha! mas à noite, ficava bem fresquinho, não tive dificuldades pra dormir. era só durante o dia que não dava pra ficar na casa, o melhor mesmo era ficar embaixo de uma árvore ou se refrescando na água. :)))

  18. Nicas comentou:

    Já vi muito, muito, muitos posts sobre a ilha do Cardoso e todos me mataram de tédio. O seu me fez querer ir pra lá ONTEM (tem o contato do Ratinho? Prometo sigilo absoluto de que você não o apresentou como Ratinho).

    Eu gostei da gata, eu obviamente amei o papagaio, a vista, as fotos, eu gostei da cozinha precária e até achei o calor suportável (a falta de geladeira, no entanto, me deixou com certo pânico).

    1. Ahh que maravilhoso seu comentário!! :DD Vou te passar por email o contato!

  19. importantíssimo não ter piriri né? HAHAHAHAH que experiência mulheeeer :) mas te falar, esses roles de ~fim de mundo~ são os melhores. parece que a gente sente tudo com mais intensidade né? aproveita com gosto, sei lá :)

    e essas tuas fotos, deu vontade de conhecer esse lugar ♥

    1. AFFF IMPORTANTÍSSIMO!! hahaha
      a experiência foi incrível mesmo, eu meio que me “forcei” a ir e não me arrependo. são coisas que precisamos vivenciar, pelo menos uma vez na vida né? <3

  20. Eike post mais lindo <3 adorei suas aventuras e seu título de tablóide sensacionalista, HAHAHA. Acho que viagens assim são extremamente bem vindas de vez em quando, e devem ser uma senhora lição de vida (pouquíssimo recomendada pra quem ainda tá muito na vibe de um ar condicionado e wifi que funcione até debaixo d'água). Confesso que eu adoraria viver um negócio parecido, mas não sei se daria conta não! E jesus amado, que desespero desses pernilongos D:

    1. olha, nem eu sabia se ia dar conta de uma viagem assim! hahaha eu precisei me “obrigar” a ir, mas analisando os pontos positivos e negativos, achei que valeu muito a pena. acho que até os pontos negativos não são tão negativos assim viu! :)

  21. Ler este post me deu tanta saudades desse lugar! Sem dúvidas foi uma das melhores viagens da minha vida pois, como você, pude me conectar com o mundo e curtir o meu noivado em paz.
    O lugar é incrível! Eu fiquei em Cananéia mesmo ao invés da Ilha e mesmo na cidade, é um lugar tão deserto e tranquilo que da saudades.

    Beijão

    1. Cananéia estava uma muvuca por conta do Carnaval, nem consigo imaginar aquela cidade assim tão tranquila e deserta! hahahha

  22. Thay comentou:

    Se não fosse tuas fotos, não teria acreditado que valeu a pena essa viagem, rsrs. Adoro essas do tipo que não tem internet no local e da pra ver as estrelas.. maravilhoso demais. No nosso dia a dia é tao raro se ligar nos pequenos detalhes e aproveita-los.. valeu a pena hein?! ,)

    1. E olha que tirei pouquíssimas fotos, o lugar tinha muito mais cenários incríveis. Fora os detalhes que a câmera não consegue captar, só estando lá mesmo para saber! ;) Vale a pena!!

  23. Fernanda Kinuko comentou:

    Poxa vida, adorei! Que coisa essencial o silêncio e o não silêncio, não? É assim que descobrimos a intimidade das coisas infinitas. Um beijo! ;)

    1. oi Fernanda! :) obrigada pelas palavras! beijo!