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Cinco doses de café

Oi! Como vai você? Quanto tempo, né?

Muitas coisas aconteceram nesses últimos dois meses, achei que talvez seria legal compartilhar um pouquinhozinho do que eu ando fazendo e curtindo pra você constatar que minha ausência desse bloguinho está perdoada. Pega uma caneca de café e vem ler o que eu tenho pra te contar!

Vamos por tópicos (já falei que adoro tópicos, né?):

Já pegou sua caneca de café? – via shutterstock

01:
sobre conhecer novas pessoas

Há pouco tempo, resolvi que iria chamar as pessoas para tomar um café comigo. Não sei se isso acontece com você também, mas eu sou dessas que já ligo pedindo desculpas. Sabe quando você acha que as pessoas estão sempre ocupadas e que eu estou sempre atrapalhando, talvez seja coisa de gente doida que trabalha o dia todo sozinha e que começa a criar essas teorias mirabolantes. A questão é que resolvi desvirtualizar as pessoas que só conheço pelas redes sociais, mas que tenho um carinho enorme, sem nunca ter visto pessoalmente. Até o momento, já me encontrei com um total de: 002 pessoas. Pouco? Eu acho que já é um bom começo. ;)

A primeira foi a Miyuki, que é uma querida e, de tanto “falar” com ela aqui nos comentários, já me sentia amiga de tempos. Na semana passada, me encontrei também com a Andressa, uma pessoa incrível e iluminada que dá vontade de ter sempre por perto. É incrível poder conhecer cada história, ouvir um pedacinho da vida de alguém. Acho que estou obcecada nisso, você quer tomar um café comigo? :)

02:
sobre fazer tatuagens

No finalzinho de março, aumentei minha coleção de tatuagens e completei, finalmente, meu jardim particular. Se há alguns anos, me falassem que eu teria todos esses desenhos no braço, eu juro que iria rir e falar que não seria eu. Mas acontece que sou eu, sim. A mesma Adrielly de alguns anos atrás. Uma Adrielly diferente. Eu fiz duas camélias no antebraço (dá pra ver um pedacinho aqui) e uma borboleta, que não é qualquer borboleta, na parte interna do braço.

A borboleta deu um probleminha e resolvi a situação adicionando um pouco de camomila. Literalmente. Ficou uma gracinha e acho que até fez o conjunto ficar mais harmônico e delicado. Aguarde exibicionismo no próximo verão.

Aceita mais um pouquinho de café? – via shutterstock

03:
pausa para o merchan

A essa altura do campeonato, você já deve saber que eu trabalho com design né? Recentemente, publicamos o novo site e, arrisco dizer que, é o site mais bonito que já fiz. Sabe quando você fica acessando toda hora só para namorar o layout e ficar babando na sua cria? É, essa seria a cena que você veria no início da semana passada.

Eu e o namorado, que também é meu sócio, fizemos fotos para usar na divulgação da nossa imagem. Claro que eu chamei a Carol, que já tinha feito umas fotos lindas pra mim uns anos atrás, e que conseguiu retratar bem a essência que queríamos nessas fotos da firma. Dá para ver algumas lá na fan page (aproveita e já faz o favorzinho de nos seguir, tá?)

04:
sobre leituras em telas luminosas

Uma das melhores coisas que fiz foi trocar o livro impresso pelo Kindle. Na verdade, eu uso o app do Kindle no iPad (e não o aparelho do Kindle), mas desde que fiz essa troca, passei a ler muito mais. Pra você ter uma ideia, antes a média era de uns 2 livros por ano (com muito esforço e otimismo), agora já estou terminando o sexto livro deste ano. Leio sempre antes de dormir, acendo uma vela, coloco uma musiquinha calminha e leio por mais ou menos 1 hora, até começar a me dar sono. Isso me ajuda muito a desacelerar a cabeça que anda agitadíssima nos últimos tempos. O livro da vez é “O ano que disse sim” da Shonda Rhimes. É um livro muito divertido, “good vibes” e inspirador. Às vezes, ela é um pouco repetitiva quando descreve as emoções dos acontecimentos, mas não vou reclamar, não. Ainda estou na metade, mas já estou recomendando pra todo mundo que me pergunta! haha

05:
vamos falar de música?

Quando eu era criança, achei uma fita k7 gravada com várias músicas da Marisa Monte. A fita era da minha irmã, mas tenho quase certeza que eu escutei a fita umas 500 vezes a mais que ela. Eu tinha uns 7 anos e decorei a letra de todas aquelas músicas. Uma delas era aquela “Beija eu”, com uma letra bem ~apropriada~ para a minha idade e que eu vivia cantarolando no quintal de casa. Um dia, minha avó ouviu e falou toda preocupada: “Adrielly, não é legal você cantar essa música pois alguém pode ouvir e pensar besteira”. Fiquei bem bolada pois, naquela época, eu não conseguia entender o porquê de toda essa censura, mas mesmo assim nunca mais a cantei em voz alta. Nunca mais até o dia de hoje.

Toda essa historinha foi só para contar que estou viciada novamente na Marisa. Mais precisamente no álbum “Silva canta Marisa” que é lindo e que me fez mudar de ideia e aceitar um vocal masculino interpretando as músicas dela. E esse é o som que mais tem embalado minha rotina de trabalho, minhas leituras e meu sono.

via shutterstock

Quer me contar algum detalhezinho da sua vida? :) Manda um email pra mim!

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Aleatoriedades que ninguém quer saber

Eu nem sei qual o propósito desse post, só sei que eu queria mostrar umas coisinhas que eu trouxe comigo nas últimas viagens que fiz e é isso. :)

Uma coisa é certa, toda vez que minhas canecas aparecem em alguma foto, vem alguém me perguntar onde que eu comprei. A de unicórnio é da Anthropologie e foi presente do namorado na última viagem que fizemos para a Flórida. Tudo nessa loja é maravilhoso, mas a parte de louças e coisas para a cozinha me deixa completamente enlouquecida. É nessas horas que eu penso como é fácil ter uma casa de Pinterest quando se mora nos EUA, né? A outra caneca, com ilustrações botânicas, é da Urban Outfitters. Me diga, como é que eu poderia deixar uma coisa dessas lá na loja, logo eu, a louca das plantas? A terceira, de café, eu comprei na última vez que fui para São Paulo e tem o tamanho certinho da minha dose diária de cafeína permitida (é, eu passo mal). Não sei se é essa coisa metalizada ou se é porque está escrito fucking coffee mas eu olho pra ela e vejo São Paulo ali inteirinha e materializada numa dose de café. Uso todo dia de manhã.

A caneta da Minnie é aquele tipo de coisa que você compra lá na Disney e nem sabe direito o porquê. Quer dizer, sei sim, comprei para presentear algumas amigas, mas acabei pegando um pra mim porque sim. O canudo verde em formato de Mickey veio junto com uma bebida de um restaurante/lanchonete que não lembro mais o nome lá do Magic Kingdom. É um lugar que parece que saiu do desenho dos Jetsons, igualzinho. E, sim, eu comprei a bebida só por causa desse canudo, consegui tirar a foto que eu queria e, depois de ter tido o trabalho de incluí-lo na minha mala atoladíssima, vou guardá-lo para todo sempre.

Lojas de souvenir também são conhecidas como lojas cheias de cacarecos que não servem pra nada, de gosto bem duvidoso e com preços superfaturados. Mas, confesso, teve uma coisinha que eu não resisti e, duvido que você também resistiria: tá vendo o globinho de neve de NYC? Bonitinho, vai!

Falando em Nova York, lembrei do dia que comprei uma Sonny Angel, aquelas bonequinhas colecionáveis que vem dentro de uma caixinha-surpresa. Você nunca sabe qual bonequinha vai vir e nas opções sempre tem aquelas que são super bonitinhas e aquelas que são a coisa mais sem-graça do mundo. E, olha, não sirvo pra brincar dessas coisas porque foram os 50 segundos (tempo que levei para abrir o pacote) mais tensos da vida. No final, me contentei com a cabeça de uva e prometi que não gastaria mais dinheiro com inutilidades fofinhas.

O óculos é da Free People e era uma das poucas coisas acessíveis para o meu bolso desfalcado pela alta do dólar. Na foto não dá para ver direito, na verdade, não dá pra ver nada. Então vou descrever pra você: ele tem a armação dourada e a lente numa cor rosa bem clarinha e com transparência. É lindo, pode acreditar. O namorado me perguntou “não acredito que você vai comprar mais um óculos de sol?!” e eu respondi “vou sim, mon amour, o dinheiro é meu e se trabalho loucamente durante o ano é para gastar em óculos sim!”.

Tem duas coisas que me pegam de jeito enquanto estou na fila do caixa da Forever 21: meias com estampas fofinhas e necessaires com estampas fofinhas. E eu nem estava precisando de meias, nem de necessaires, mas olha esses moranguinhos, olha esses sushizinhos, olhas esses arco-íris purpurinados. Gente.

Se você acompanha meus stories talvez já tenha percebido que tenho um novo vício. Quando comprei as velas aromáticas achei que seriam mais para decoração, para ficar bonitinho em cima da mesa. Mas aí, resolvi acender à noite, depois de um dia bravo e eis que nasceu um novo ritual particular. Você não tem noção (talvez tenha né haha) como é aconchegante! Pego meu chá, acendo a vela e coloco uma música (Agnes Obel é rainha). Todo o stress de um dia difícil evapora.

A garrafinha da Coca-Cola veio numa das refeições que fiz no aeroporto, no dia que fomos embora de Nova York (em 2015). Nosso voo era lá pelas 19h/20h e chegamos no aeroporto umas 13h, não lembro mais porque estávamos tão adiantados assim, haha. Trouxe a garrafinha na mala imaginando que ficaria bonitinho para colocar flores, mas isso nunca aconteceu. Em compensação, a garrafinha me traz uma outra memória, meio inusitada: o chinês do restaurante gritando (descontrolado) e acusando uma indiana de não ter pago a conta, enquanto a indiana fingia que nem ouvia, com seu fone de ouvido conectado num iPhone de última geração.

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Caprichadinho

Lá no finalzinho de dezembro, recebi alguns presentes que me deixaram com o coração quentinho em ver tanto capricho e carinho! Antes que você pense errado, não, esse post não é publicidade, tá? Estou divulgando o trabalho da Solange porque eu realmente fiquei encantada com o apreço que ela tem em cada produto. A costura e acabamentos são super bem feitinhos, dá para ver a dedicação em cada detalhe, desde a escolha dos tecidos, da combinação de cores e materiais até o chaveirinho fofo que ela coloca no zíper.

Sabe aquele artesanato que tem alma de vó mas que não flerta com o kitsch? Aquele artesanato que nem parece artesanato de tão moderninho que ele é, mas que a gente sabe que tem todo o esmero e amor que só um trabalho manual pode oferecer.

Muito obrigada, Solange! <3

Esse cacto fez um sucessinho quando postei lá no meu Instagram e dá para entender o porquê né? No vaso dá para escrever algum recadinho como se fosse quadro-negro, uma graça! Também recebi um organizador de bolsa com estampa de cactos. Aliás, adorei esse cuidado da Solange em ter escolhido produtos que tinham a ver comigo, foi mesmo um presente!

A necessaire é toda charmosinha com esses mini-pompomzinhos e você reparou no “chaveirinho” com cabelo black power? Fiquei boba! Veio também um caderninho que tem um cacto bordado (bor-da-do!) na capa. E um marcador de páginas que é igualzinho o Pingo, o cachorrinho que só finge que não gosta de mim, mas no fundo gosta sim! haha







Você pode conferir o trabalho da Solange na loja online. :)

Categorias: Sweet Decor

A parede

É a terceira vez que mudo os quadros e tenho quase certeza que essa foi a versão que eu mais amei. Basicamente, eu reuni numa única parede todos os quadros que estavam espalhados pelo quarto e preenchi todo o espaço até lá em cimão (minha casa é antiga e tem o pé direito bem alto).

Desempacotei tudo que eu estava guardando.

Metade de mim tem aquele desejo de deixar tudo guardadinho, bonitinho e limpinho para aquele momento, o dia que eu, finalmente, terei a tão sonhada parede. Minha outra metade fica me lembrando e sussurrando inconvenientes do tipo “a vida é curta” (pode ser que quem fique sussurrando isso pra mim seja o quadro grandão da própria parede, não sei). Resolvi dar ouvidos ao racional e quem agradeceu foi o emocional.

Eu olho pra essa parede e vejo algum significado, por mais simples e bobo que seja. Talvez essa seja a grande diferença. As imagens me remetem à memórias, pessoas, conquistas. Acho que finalmente consegui (ou estou conseguindo) construir uma parede que me inspira de verdade, que me motiva a fazer mais, a ser uma pessoa melhor e evoluir.



a menina tomando café e a moldurinha do Friends foi presente do namorado. ele diz que a menina parece comigo e eu concordei. os dois são da adot.

sou obcecada por essa ilustração da mulher-morcego, cada vez que olho pra ela fico imaginando o que ela está pensando, o que falaria pra mim. sou louca? talvez. essa e as mãos segurando flores foram presentes da Mari e você pode apreciar seu trabalho aqui.

o buquêzinho da moldura branca era pra estar tatuado no meu braço mas, entre tantos desencontros, acabou emoldurado na parede.

o retrato ilustrado pela Malena era um sonho de muito tempo que foi realizado há pouco tempo. foi a primeira vez que eu achei que uma ilustração ficou realmente parecida comigo e em todos os sentidos.

o quadro de cactos foi presente da Lominha, no único amigo secreto virtual que deu certo.

o mini bastidorzinho e a cabeça de coelho são da casaquetem. mostrei eles com mais detalhes aqui e aqui.

o life is short permanece na parede desde sempre e continuará ainda por muito tempo.

os demais quadrinhos serão substituídos, assim que possível, por outras coisas mais significativas. aliás, aceito presentes, haha


Categorias: Pessoalidades

Tem alguém aí?

Percebi que quanto mais tempo eu me ausento daqui, mais difícil é a volta.

Semana passada, no meu calendário mental, fazia só uns 15 dias que eu não aparecia por aqui. Até que resolvi dar uma olhadinha no blog, assim meio de canto de olho, e eis que, na verdade, já se passaram sessenta e oito dias, con-ta-di-nhos. MEU DEUS.

Também não sabia muito bem sobre o que escrever, primeiro eu tinha umas ideias de posts que adiei por tanto tempo, que achei que perderam o sentido. Mas eu sei que só perderam o sentido dentro da minha cabeça, porque se eu postasse essas coisas aqui, você nem iria achar estranho nem nada.

Por um tempo, fiquei pensando se não era o blog que já tinha perdido o sentido pra mim. Levei sessenta e oitos dias pensando e pensando e, no final das contas, não cheguei à conclusão alguma. A verdade é que é muito difícil desapegar de certas coisas.

Vez ou outra tenho recebido um email aqui, um comentário ali, uma mensagem lá. Todas cheias de gentileza e palavras de incentivo, vindo de pessoas que nem conheço (ou me conhecem) pessoalmente e fico achando isso tudo muito maluco. A internet tem dessas, às vezes, ela é incrível.

Juntei cada palavra bonita que recebi e transformei elas nesse texto sem pé nem cabeça, porém muito sincero. Acho que voltei, você ainda está aí? :)

ilustração por Malena Flores